TREINADORES DOS TÍTULOS IMPOSSÍVEIS - LULA PEREIRA: Foi um alívio para a nação corinthiana, voltar a ganhar um campeonato paulista em 1977 após 23 anos de jejum; Mais interessante ainda era ter na direção técnica, entre idas e vindas, o mesmo técnico da última conquista em 1954, o velho mestre Osvaldo Brandão; Outros grandes times brasileiros, também já sofreram na pele esse amargo gostinho; Foi o caso do Figueirense de Santa Catarina em 1994; Mesmo com boas participações no campeonato catarinense entre 1975 e 1993, o clube perdeu as cinco finais em que chegou e nesse período via de perto um de seus rivais, o Joinville, ganhar dez campeonatos, sendo oito seguidos; Aquilo virou um trauma e um peso cheio de pressão, tudo era reflexo dos 19 anos sem título; Mas futebol não tem lógica, e num daqueles caprichos da natureza, Lula Pereira, um pernambucano de Olinda, nascido em 06/06/1956, ex-catador de mariscos, que vendia laranjas e picolés durante a construção dos estádios da Ilha do Retiro e do Arruda, antigo e bom zagueiro do Santa Cruz, Sport e Ceara, assume o time em 14/05 na 19ª rodada; O time dirigido por José Manoel Ricardo, o Picolé, ex-atacante do Noroeste e Palmeiras nos anos 70, fazia uma campanha regular no campeonato, até que uma derrota de 0 x 1 para o Blumenau, abriram as portas para que um treinador, com experiência apenas em categorias de base e pouco mais de 1 ano como técnico profissional no Ceara e o Ferroviário de fortaleza, assumisse e após sete meses e quatro dias de trabalho, 26 jogos, 13 vitórias, 9 empates e 4 derrotas, o tão esperado título veio, como um presente de natal no dia 18/12/1994. Era o primeiro de muitos outros títulos na carreira desse grande treinador
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2009 ANO DOS MILAGRES ( parte II ) - CUCA ( Fluminense-RJ ) A missão do Cuca no Fluminense não foi muito diferente do Givanildo no Mogi Mirim; Assumiu o time na lanterna da 23ª rodada do Brasileirão, sem vencer há cinco jogos e com apenas três vitórias em 22 partidas; Melhorou, mas seu calvário persistia e após a sexta partida sob seu comando e conseguido apenas uma vitória, um prognóstico macabro assombraria ainda mais, em 09/10 os matemáticos foram bem claros frios: As chances do clube ser rebaixado eram de 98%; Particularmente na época me questionei, como deve agir um líder numa situação tão adversa, sob pressão, desgaste, desânimo, difícil né ! A essa altura do campeonato, a torcida tricolor incentivava como podia e cantava num só coro, aquela canção feita especialmente ao João Paulo II, primeiro papa á visitar o Brasil em 1980: " A benção João de Deus, nosso povo te abraça "; Seu derradeiro teste veio na 33ª rodada dia 01/11; Ainda na lanterna, enfrentariam no Mineirão e com a obrigação de vencer o Cruzeiro que ainda brigava pelo G4 e vinha de cinco vitórias seguidas; O 1º tempo terminou com a vitória do time mineiro por 2 x 0, e são nesses momentos de fé que a estrela e a força de um treinador e toda sua comissão podem e devem brilhar, o time voltou para o 2º tempo mais ajustado, confiante e o inimaginável aconteceu, virando o resultado e terminando a partida com uma vitória tática, legítima e inesquecível por 3 x 2; Aquilo parecia surreal, principalmente assistindo ao vivo, mas aconteceu; Nem os maiores especialistas em futebol conseguiam explicar tal fato; Á partir daí o time ganhou folego e personalidade, venceu suas quatro partidas seguintes e com um empate na última rodada frente ao Coritiba no paraná, salvou-se do rebaixamento. Mais interessante foi que no ano seguinte o Fluminense sagrou-se campeão Brasileiro de 2010, porém, com Muricy Ramalho no comando
2009 ANO DOS MILAGRES ( parte I ): GIVANILDO DE OLIVEIRA ( Mogi-Mirim-SP ) Ás vezes a experiência de um treinador, superar todo e qualquer prognóstico desfavorável, chances matemáticas ou a mais dramática das situações que um time pode se encontrar. Vejam por exemplo o caso do Givanildo de Oliveira ao assumir o Mogi Mirim no campeonato paulista de 2009; Era a 15ª rodada e o clube encontrava-se na lanterna da competição e segundo os prognósticos era um rebaixamento certo; Contratado apenas para os últimos cinco jogos, o técnico chegou ciente da situação desesperadora e mais, o time vinha de duas goleadas ( 0 x 4 Santo André e 0 x 3 Santos ) e havia vencido apenas dois jogos das 14 partidas disputadas. Em uma entrevista a pergunta que não queria calar, porque Givanildo ? " Encarei como mais um desafio em minha carreira, pois tinha propostas do América-MG e América-RN, conversei com o gerente de futebol Cléber Américo, ex-zagueiro do Palmeiras e fiquei imaginando a possibilidade de tirar o time daquela situação e no fim do dia topei a parada. Logo na estréia uma derrota de 2 x 1 para o Guarani em casa não abalou a confiança e os próximos resultados mostravam isso: venceu o Oeste por 2 x 1, o Botafogo por 3 x 2 e empatou com o Bragantino 2 x 2; Em 05/04/2009 o último suspiro, chega a tão sonhada e mais importante partida para o técnico e o time, seus torcedores e toda diretoria naquele momento ( Rivaldo presidente - Cesar Sampaio consultor e Cléber Américo gerente ) e com apenas uma única opção, vencer o Noroeste em baurú; E o milagre aconteceu, com uma incrível e incontestável vitória por 5 x 2, o resultado não poderia ter sido melhor, fechando assim com chave de ouro, mantendo equipe na elite paulista em 2010
LEOPOLD NITSCH ( 14/08/1897 - 18/01/1977 AUSTRIA ) Em 12/03/1938 a Áustria foi invadida e anexada ao Terceiro Reich de Adolf Hitler, transformando suas divisões internas nos gaue alemães; Consequentemente os clubes austríacos passaram a disputar também o campeonato e os torneios da Alemanha. O campeonato austríaco continuou e ainda em andamento a temporada 1937/38 já apontava o líder Rapid Wien do treinador Leopold Nitsch como virtual campeão, o que se confirmou na 18ª rodada. Em 08/01/1939 chegava em sua primeira final de uma competição alemã, a Copa da Alemanha, vencendo o Frankfurt por 3 x 1. Nas temporadas 1939/40 e 1940/41 e equipe de Leopold Nitch manteve o padrão e conquistou o bi-campeonato austríaco, mas a grande sacada aconteceu em 22/06/1941 ao conquistar também o título alemão da temporada 1940/41 vencendo a grande força e bi-campeão do futebol alemão na epoca, o Schalke 04 pelo placar de 4 x 3 em Berlim no Olympic Stadium superlotado frente á um público de 95.000 pessoas e se abalando menos ainda pelo fato do árbitro Adolf Reinhardtser também alemão de Stuttgart. Leopold Nitsch foi técnico do Rapid Wien entre 1936/45
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